Somos rodeados de ritos em nossa vida, sejam eles “mundanos” ou “sagrados”, desde a sua rotina de trabalho, encontro com amigos em um mesmo bar até seu casamento ou alguma celebração religiosa que frequente.

Os ritos, em essência, são a repetição de ações com um determinado intuito seja devocional ou propiciatório e que nos conectam a alguma forma de ancestralidade. A repetição dos mesmos parâmetros torna um rito atemporal, constante e imutável, fazendo com que tenhamos uma linha direta e ininterrupta com a cultura que conectamos onde a ideia é fazer “como os Celtas faziam” (observando óbvias adaptações necessárias que são comuns a todas as culturas) algo que nós e eles queremos ou devemos.

Abaixo trago algumas observações a respeito dos diferentes tipos de Ritos religiosos que você pode ter acesso e praticar:

Em relação ao seu objetivo (parte I)

Rito Devocional
Rito Propiciatório

Em relação à sua composição (parte II)

Rito Comunitário
Rito Doméstico

Rito Devocional

Rito Devocional em honra a Manannan – 2012

Se trata se uma atividade voltada exclusivamente para criação e manutenção da relação d@ devot@ com uma ou mais divindades. Coloco aqui também a prática das celebrações dos Festivais de Fogo onde cumprimos um importante papel social e espiritual tomando nossa parte na manutenção da Ordem sobre o Caos.

Em um rito devocional o objetivo central (quando não for exclusivamente isso) baseia-se no vínculo d@ praticante com alguma divindade seja através de oferendas, preces ou outros elementos tipificados dentro da Tradição a que se dedica. São uma forma poderosa de conexão. Nossa relação com o sagrado funciona exatamente da mesma forma que todas as outras relações de nossa existência, precisam ser constantemente movimentadas.

Rito Propiciatório

Rito Propiciatório para Prosperidade realizado dentro do Festival de Lughnasadh – 2018

Aqui temos atividades voltadas para obtenção de algum favor ou interferência divina. Em qualquer dos campos de nossa vida podemos pedir auxílio de uma divindade com quem tenhamos uma relação devocional. Os Deuses e Deusas Celtas não são superespecializados, ou seja, não há uma divindade do amor, uma da saúde ou uma do dinheiro, temos sim seres altamente complexos e múltiplos. Uma mesma divindade céltica é inteiramente capaz de interferir em diversos assuntos quando solicitada.

Se no Rito Devocional vamos celebrar a existência de uma relação entre nós e Brigith será no Propiciatório que pediremos a ela que ajude-nos em alguma questão que nos seja cara ainda que esteja fora do escopo popular de sua atuação (usando o folclore e o mito como base pra referências). Diferentemente de um feitiço (que também é por sua natureza algo propiciatório) o rito usará elementos mais robustos em relação à sua composição, utilizando-se necessariamente  de aspectos ancestrais dentro daquela Tradição em que a pessoa está inserida. O corpo do rito existirá à partir da resposta para a seguinte pergunta: O que meus ancestrais faziam para obter retorno sob tal necessidade?

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Sacerdote Nathair Dorchadas
Sacerdote Nathair Dorchadas
Sacerdote Chefe na Ordem Walonom.

Sacerdote Nathair Dorchadas

Sacerdote Chefe na Ordem Walonom.

1 comentário

Mariellen · Novembro 25, 2018 às 7:30 am

Um templo egipcio precisava de muitas pessoas para executar seus rituais e prestar servicos de assistencia. Os sacerdotes executavam as funcoes rituais essenciais do templo, porem na ideologia religiosa egipcia eles tinham muito menos importancia que o rei. Como ilustra a decoracao dos templos, todas as cerimonias eram, teoricamente, realizadas pelo rei, e os sacerdotes meramente assumiam o seu lugar. Estavam, portanto, sujeitos a autoridade do rei, e este tinha o direito de indicar quem quisesse para o sacerdocio. Durante a maior parte do Imperio Antigo e Novo a maior parte dos sacerdotes eram funcionarios do governo que abandonavam suas ocupacoes seculares durante parte do ano para servir no templo, revezando-se em turnos.

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